Primeiro Ingresso: Emperor of Sand – Mastodon

Mastodon é, na minha humilde opinião, uma das bandas interessantes da atual geração do rock norte americano. A cada disco lançado o desejo de inovar é presente nos primeiros acordes da primeira faixa e isso é mais presente desde o seu 4º disco, o Crack the Skye.

No dia 31 de março o grupo lançou o seu sétimo álbum, Emperor of Sand, um álbum em que o meu hype para o lançamento estava tão alto por todo o material de divulgação prévio e que quando lançado fez valer a pena cada segundo de espera.

Emperor não é um bom disco de introdução à banda, aos que conhecerem o grupo através dele podem ter a impressão errada do mesmo, mas aos fãs de longa data vão ter um ótimo material que é meio que um pout-pourri da história dela em 51 minutos.

As músicas são bem diferentes entre elas e nelas mesmo por um todo, dando a sensação de um álbum desconexo e de difícil aceitação nas primeiras ouvidas, mas que com o passar do tempo você começa a compreender e aceitar qual a mensagem que eles queriam passar e se identificar com a história e o tema por trás de tudo.

Arte da capa do disco

Como de costume o Mastodon nos traz um disco baseado em um tema, sendo a batalha contra o câncer a inspiração para as composições. Um tema espinhoso e bem pessoal, já que essa foi a doença que vitimou a mãe do guitarrista Bill Kelliher e que a esposa do baixista Troy Sanders ainda luta contra. Por disso a obra tem um tom soturno mas sem perder as esperanças. Uma prova disso é Show Yourself a segunda faixa, com uma pegada bem mais pop e leve que lhe rendeu um dos melhores clipes que o grupo já fez.

 

 

Mas o brilho da obra está em músicas como Steambreather, Roots Remain e Jaguar God onde melodicamente o grupo foi tão inspirado que fica difícil decidir qual é a melhor. Outros elogios que devem ser feitos é quão bem feita a divisão dos 3 vocais em todas as canções e a quantidade de instrumentos diferentes foram usados: violão de 6 e 12 cordas, piano de calda e sinos. Mas como ponto negativo ainda tenho que falar de sua inconstância entre as faixas. Se não fosse por isso esse seria, sem dúvida nenhuma, o melhor disco do grupo.
Pra quem está interessado no youtube oficial deles tem um making of do Emperor falando de toda do o processo de criação, como é ter uma banda por 17 anos e como a morte da mãe de Bill afetou a composição das músicas. E para todos que ficaram interessados, o álbum já está disponivel no Spotify ou em disco fisico com o valor na casa dos 30 reais.